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Para saber o que a Osteopatia pode fazer por si
O que é a Osteopatia?
É um sistema de diagnóstico e tratamento manual, que confere especial ênfase à integridade estrutural do organismo, assim como à relação harmoniosa entre as suas componentes. É por isso uma ciência e arte do reequilibro biomecânico do corpo. O osteopata utiliza muitos procedimentos de avaliação clínica que são comuns a outras disciplinas de saúde. A avaliação osteopática compreende uma análise global do organismo, em termos posturais, biomecânicos e funcionais. Procura igualmente integrar os diversos elementos que fazem parte da história da pessoa, como profissionais ou de lazer, conferindo ainda uma atenção especial aos aspectos psico-emocionais. O papel do osteopata é identificar para poder eliminar, ou minimizar, barreiras que impeçam ou diminuam a eficácia dos mecanismos naturais de recuperação do organismo.
A Osteopatia actua, assim, em diversos campos:
- Diminuição dos efeitos adversos de patologias crónicas ou temporárias, como artrites, problemas discais, condições próprias do envelhecimento, etc.; - Reabilitação do sistema neuro-muscular; - Condições pré e pós cirúrgicas; - Prevenção de lesões e de problemas posturais;
Porquê optar pela Osteopatia?
Qualquer pessoa tem o direito de poder fazer opções quanto à sua saúde, por isso, é benéfico ter diversos modelos terapêuticos disponíveis. A Osteopatia é especialmente vocacionada para quem deseja uma abordagem global, manual, personalizada e centrada na pessoa. A abordagem osteopática tem uma identidade própria, através da sua forma de abordar a pessoa e a condição clínica. O modo de intervenção terapêutico, através das técnicas manuais e da tentativa de compreender de facto as causas do problema, também são característicos. Este factor é muitas vezes decisivo para a pessoa optar por esta disciplina. Uma das componentes que tem sido mencionada, por pessoas que procuram a Osteopatia, é o facto do osteopata estar preparado para detectar a presença de patologia que possa contra-indicar ou condicionar a intervenção osteopática. Para tal efectua uma avaliação que passa por um levantamento da história clínica e por um exame físico clínico exaustivo, como forma de despiste. Estes dados também servem para que o osteopata possa relacionar os elementos clínicos encontrados, disfuncionais ou patológicos, com a sua avaliação osteopática.
Consulta de Osteopatia
A primeira consulta tem a duração normal de uma hora. A consulta inicia-se pela elaboração da história clínica, através de uma conversa de aproximadamente 20 minutos. Serão colocadas questões ao utente e os detalhes relevantes, como motivo da visita e história clínica geral, serão registados num formulário apropriado. Apesar dos sintomas poderem não estar directamente relacionados com a história clínica passada, é importante que o osteopata esteja a par desses dados para os poder levar em conta durante a avaliação e tratamento.
A segunda fase da consulta é constituída pelo exame físico. Independentemente de onde seja o problema, na cervical, lombar, pé ou cotovelo, o objectivo é poder avaliar como a pessoa se movimenta como um todo, de forma a observarem-se quaisquer sinais de sobrecarga mecânica (tensões) ou alteração de mobilidade (restrições) em músculos ou articulações, que possam contribuir para os sintomas. O osteopata dispensará algum tempo a observar a postura, em várias posições, pedirá para realizar algumas acções simples, como flectir-se à frente, agachar-se ou erguer os braços acima da cabeça. O exame físico prossegue com a palpação de várias áreas do corpo, como músculos e articulações, efectuando-se alguns movimentos na coluna vertebral, membros superiores e inferiores, avaliando assim, por exemplo, a amplitude de movimento ou dor. Esta fase dura, aproximadamente, 20 minutos.
Concluída esta etapa, o osteopata reúne os dados e se considerar que é uma situação que pode tratar será explicado à pessoa o que foi encontrado, qual a causa mais provável para os sintomas, qual a intervenção proposta e período de recuperação esperado. Ocasionalmente, poderá ser necessário encaminhar para um outro profissional de saúde mais apropriado.
As consultas seguintes têm a duração aproximada de
Em que consiste o tratamento
A intervenção terapêutica, quando o tratamento é a opção mais adequada, caracteriza-se pela utilização de métodos de tratamento puramente manuais, sem se recorrer à utilização de qualquer tipo de equipamento. As técnicas não provocam dor, são suaves e agradáveis, havendo um especial cuidado em preservar o conforto da pessoa. Elas influenciam músculos, articulações e seus componentes, assim como diversos sistemas, como o sistema nervoso, digestivo ou cardiovascular. O tratamento é sempre individual, decorrendo num ambiente tranquilo. Há uma preocupação em aconselhar sobre aspectos gerais da saúde e todo o plano de intervenção é efectuado em parceria com o utente.
A dose terapêutica, em termos de intensidade e frequência de tratamentos, depende da avaliação do clínico, sessão a sessão, da evolução da condição e da reacção da pessoa ao tratamento. Contudo, os tratamentos têm uma frequência, na maioria das vezes, semanal, para poder, por um lado, dar ao organismo tempo para se adaptar às alterações e, por outro, não deixar passar demasiado tempo para que o tratamento perca a sua eficácia. Como cada sessão é personalizada, o tratamento é extremamente específico, logo, mais adequado, eficaz e célere.
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